Minimalismo

Quantas vezes você já tentou se desapegar de suas coisas e não conseguiu?

Desapegar

Eu tenho o costume de participar de alguns grupos sobre minimalismo no facebook e whatsapp, com a finalidade de compartilhar ideias sobre a vida minimalista e entender as dores daqueles que estão começando no minimalismo.

O que mais vejo, são pessoas relatando a dificuldade em desapegar das coisas, afinal alguns objetos carregam muitas memórias, conquistas e emoções. Além do desapego tornar-se um looping infinito, pois muitas vezes sempre estamos nos desapegando das mesmas coisas: roupas, sapatos, livros e etc.

Mas porque será, que temos tanta dificuldade em se desapegar de coisas materiais que ganhamos ou compramos ao longo do tempo? 

Acredito que o fato de arrumar o armário e se desapegar de alguns itens não é uma ação fria e mecânica, mas sim uma terapia e processo de autoconhecimento.

Muitas pessoas dão dicas de como desapegar, do que fazer com os itens e até ensinam metodologias para organizar o armário, quarto ou casa, porém o que muitos deixam de lado é o processo terapêutico e de autoconhecimento deste processo.

Quando fazemos uma arrumação estamos lidando com um processo que muitas vezes pode nos sobrecarregar emocionalmente, pois o destralhe de itens que não queremos mais estão ligados a lembranças de momentos felizes, tristes, pessoas ou relacionamentos.

Você já associou um perfume ou música a uma certa fase de sua vida e anos depois quando sente aquele perfume que não usa mais, várias lembranças daqueles momentos vem a sua mente?

Até o sentimento e a emoção de sentir aquele perfume ou música faz o seu coração acelerar.

É por isso que o processo do desapego não é algo mecânico e simples e nem todas as pessoas conseguem lidar com isso da mesma forma.

Existem pessoas que abrem o armário e colocam seus itens na caixa do desapego e mandam embora, entretanto há pessoas que encaram isso como um processo doloroso, já que há sentimentos, memórias e emoções ligadas a cada item.

No segundo caso, minha dica é que a pessoa faça o destralhe de forma mais lenta e tente trabalhar melhor estas emoções que surgiram em cada item. Tente entender o porque daquela emoção e lembrança, ter surgida durante este desapego.

Não podemos padronizar, criar regras e radicalizar o processo de desapego, assim sendo devemos entender que cada pessoa é diferente da outra e nem todos lidam da mesma forma em uma certa situação.

Se você está começando no minimalismo e se viu na obrigação em se desfazer de suas coisas, vá com calma e vá devagar. Cada pessoa tem o seu caminho e se comporta de forma diferente, não é porque a Maria está destralhand0 tudo e só tem 2 calças, que você tem que ser igual.

Não se culpe se você guardar uma calça que não lhe serve mais, pois você ainda tem boas lembranças de quando usava ela ou acredita que voltará a usar aquela numeração (eu acredito que você pode).

Busque seu ritmo, faça suas regras e entenda suas emoções. Isso é ter uma vida minimalista, é viver dentro das coisas que são importantes para você e não regras que algum movimento impôs para sua vida.

O importante é você tomar consciência e buscar a mudança.

Não devemos ser imediatistas e querer mudanças rápidas, devemos entender o processo e saber lidar com nossos sentimentos para não se arrepender no futuro.

Cada um tem seu propósito de vida e história. Você é importante e único.

Até a próxima

Pedro Engler

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