A importância de deixar ir

Minimalismo

Deixar ir

Deixar ir… lembro-me de quando era adolescente de gostar muito de música, alias eu colecionava vinil, cds e até poster de bandas que achava o máximo. Comprava revistas, sabia tocar a maioria das musicas em minha guitarra e aquilo era meu mundo. Na época que começou o MP3, recordo-me de passar várias músicas para o meu hd e guardar meus cds (coleções completas de artistas que gostava) para que não danificassem.

Eu era muito cuidadoso com meus cds

Não conseguia imaginar minha vida sem aqueles vários cds e materiais que tinha das bandas que gostava, era impossível me livrar daquele estilo de vida e deixar ir, porém no meio do caminho as coisas mudaram.

Meus cds foram surrupiados durante uma reforma em casa, meu hd pifou e tudo aquilo que era extremamente importante para mim foi embora.

Este momento foi um pouco difícil, pois aquilo que havia colecionado há anos havia sumido de uma hora para outra.

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Aquelas posses pareciam tudo para mim na época.

Meu palpite é que esse sentimento é relacionado a quase todo mundo. Em algum momento de nossas vidas, todos perdemos ou esquecemos algo importante.

Lidar com a perda é difícil

Como reagimos a essa perda é outra coisa. Apesar de inevitável, a maioria de nós ficamos surpresos quando isso acontece – impotentes pelo vazio de algo que tínhamos e que agora nos falta.

Quando descobri o minimalismo e comecei a limpar minha vida há muitos anos, o medo tomou conta de mim. Cada item que removia parecia uma pequena perda voluntária e parte de uma lembrança que ia embora. Muitas vezes, eu guardava um item por um tempo, pensando: “E se eu precisar disso no futuro?”

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O pensamento do “e se” me atrasou no meu processo de deixar ir. Como se os bonecos do G.I. Joe que eu tinha voltassem um dia para me assombrar e sussurrar no meu ouvido enquanto dormia: “Eu te disse, porque nos abandonou!”

Apesar do desconforto, aprendi a deixar de lado meus bens materiais desnecessários. Claro, algumas coisas eram mais difíceis que outras, e algumas demoravam mais que outras. Mas lentamente, persistindo e não desistindo, comecei a ver como a perda leva ao ganho.

Veja outras postagens sobre minimalismo:

Aqui algumas lições que aprendi deixando intencionalmente:

Deixar ir, Tudo é passageiro.

O tempo passa, o tempo voa… e modifica nossa perspectiva de perda. Felizmente, ainda não estou sofrendo com a perda dos meus cds e músicas. Embora as perdas possam ser dolorosas inicialmente, é uma sensação passageira.

Se você hesitou em jogar fora algo que nunca usou “apenas por precaução”, aceite a perda, deixe para lá e veja como se sente alguns meses depois. Meu palpite é que você não perderá nada depois que terminar o destralhe em sua vida.

Deixar ir quebre a cadeia do materialismo.

Chega um momento em que devemos questionar se o materialismo nos permite viver a vida que gostaríamos de levar. Ao optar por deixar ir, pressionamos as normas e mensagens da sociedade que dizem que devemos consumir mais para sermos felizes.

Algo mudou em mim anos atrás e, ao jogar coisas que comprei porque achei que me sentiria feliz, assumi um compromisso de me tornar minimalista. Este foi meu primeiro passo radical, mas eu precisava persistir nas dúvidas, medos e perdas.

Deixe ir e defina o que é importate.

Se as coisas que possuímos não nos definem mais, o que faz? Bem, isso é para você decidir. Para mim, “a perda” me permitiu focar na minha família, amigos e projeto de vida. Devemos questionar o que os potenciais sentimentos de perda de hoje podem estar nos impedindo de nos tornar, fazer e apoiar.

Perdas podem ser reformuladas.

Evitar as mensagens materialistas de nossa sociedade, consumir menos, organizar mais e se tornar um minimalista pode envolver perdas. É um sentimento poderoso que pode nos impedir de agir e mudar nossos caminhos. Inversamente, poderíamos nos afastar completamente do próprio conceito de perda, ver o ato de deixar ir como retroceder e reservar tempo para mais daquilo que nos importa. Nessa perspectiva, a perda se torna uma força positiva para o bem. Minimalismo não é sobre as coisas que você remove da sua vida – é sobre liberar sua vida para adicionar coisas realmente são importantes.

 

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