Como vencer a procrastinação

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Como vencer a procrastinação

Olá, bem-vindo ao mcast e eu sou Pedro Engler.

Hoje vamos falar sobre como vencer a procrastinação. Vou compartilhar um pouco da minha experiência sobre o assunto com você e dicas que me ajudam diariamente a vencer este grande problema.

Artigo: Como começar o minimalismo em sua vida

Vamos lá

pro-cras-ti-na-ção

Mas afinal o que significa esta palavra ao pé da letra?

Segundo o dicionário, PROCRASTINAÇÃO significa: Ação ou efeito de procrastinar. Que por sua vez, significa: deixar para depois; adiar.

O famoso empurrar com a barriga até onde der.

Acredito que só de falar o significado de procrastinar para você, um filme em sua melhor obra na versão estendida e com comentários do diretor está passando pela sua cabeça. Todas aquelas tarefas que você deixou de fazer e tiram seu sossego para entrega-las.

Mas deixe-me começar dizendo algo realmente irônico, pois para gravar este primeiro episódio, eu também sofri uma luta contra a procrastinação enquanto tentava rascunhar sobre este tema e como vencê-lo.

Passei as duas últimas semanas sendo esta pessoa, e posso lhe confessar que estou ansioso para voltar à procrastinação depois de gravar este podcast, pois precisarei gravar mais episódios e escrever mais artigos.

Você não está sozinho nesta luta!

Mas antes de partilhar com você como vencer a procrastinação eu quero deixar dois pontos bem claros com você:

Primeiro ponto: Eu não sou nenhum tipo de coach, psicólogo ou médico. Sou apenas experiente em procrastinar e nos últimos anos tenho pensado muito sobre isso e como melhorar.

Acredito que fiz algumas reflexões da minha vida e do porquê eu procrastino as coisas e confesso que tenho melhorado. Talvez, estes pontos possam lhe ajudar também.

Segundo ponto: Eu só demorei para lançar este primeiro episódio do podcast, porque eu abri o google maps e achei 3 nomes de ruas bem bizarras no Canada. A primeira rua chama This Street, a segunda That Street e a terceira Other Street.

Confesso que perdi um certo tempo imaginando as pessoas pedindo informações sobre a localização como This street is that street but the other street is this street e por assim vai.
Sim, isso foi um momento que procrastinei, pois parei para divagar em meus pensamentos sobre algo que ia de nada a lugar algum.

Foi aí que comecei a analisar por que essas coisas aconteciam comigo. Será que eu tenho DDA? O famoso distúrbio de déficit de atenção? Ou quem sabe sou um gênio criativo e não sei? Quem sabe posso ser o próximo Van Gogh. Acho que não, eu não sei desenhar e sou descoordenado para pinturas.

Então comecei a desvendar a psicologia do procrastinador e ver o que realmente está por trás das coisas:

Você já assistiu aquele filme chamado Divertidamente que tem a personagem central com as emoções dentro da cabeça e que ficam em constante conflito?

Então, na vida real de um procrastinador é quase assim.

Temos a razão, que parece uma mãe que fica te cobrando para fazer as coisas. Vai estudar, precisa limpar a casa, precisa terminar o projeto, precisa ir à academia, precisa ir ao supermercado e por aí vai.

Também temos o prazer instantâneo, que convence a razão. Ele parece aquele amigo que só te leva pro mal caminho. Vamos sair pra beber, vamos no churrasco, vamos no cinema e assim vai. E você sempre cai. Deixa tudo de lado e vai pra diversão.

Temos uma outra emoção que é muito parecida com a razão, mas ela é bem negativa que é o pânico. Normalmente ela aparece depois que o sentimento de prazer instantâneo foi embora. Ela vem para desestabilizar tudo e confundir a sua razão.

Depois quem aparece para prender e brigar com o prazer instantâneo, é a culpa. Ela coloca todo mundo para correr e tranca o prazer instantâneo na jaula, fica apontando e cobrando a razão que deixou se enganar com o prazer instantâneo. EA culpa é um misto de razão com pânico. Ela conhece todos seus pontos fracos melhor do que ninguém. Ela acaba com você.

Mas eis que vem um novo sentimento para controlar e consolar a culpa. É o sentimento de vai ser diferente daqui pra frente.

Então, este novo sentimento liberta o prazer instantâneo e o ciclo começa novamente.

Voltamos a programação normal de procrastinar as coisas.

Mas e como podemos encerrar este ciclo e deixar a razão vencer e não ser enganada pelo prazer instantâneo?

Planeje e saiba onde você quer chegar

 

Acostume seu cérebro

Apesar de nosso cérebro não ser um músculo, ele se comporta como um. Assim como as pessoas vão na academia e mudam seu corpo com a repetição de exercícios, o cérebro trabalha da mesma forma.

É preciso manter constantemente a atividade dos neurônios. Assim, o cérebro fica afiado e não atrofia, como um músculo que não é usado. A malhação, nesse caso, é feita com estímulos frequentes, até acostumar seu cérebro.

Quando o amigo do prazer instantâneo chegar, lute com a razão e continue na sua atividade. Não lute com o pânico. Isso é como um vicio. No começo sempre é difícil, mas depois que você acostuma seu cérebro, começa a ficar mais fácil.

Saiba que tudo é uma questão de escolhas

Tudo na vida é uma questão de escolha. Você é livre pra procrastinar ou para terminar o que você se propôs a fazer. Seja estudar, arrumar a casa ou construir o projeto do seu sonho, aquele que você nunca tem tempo. O mesmo vento assopra pra todo mundo e de forma igual. Você pode ficar deitado no seu barco curtindo o balançar do barco ou ajustar corretamente sua vela. Não existe o certo ou o errado, o que existe é a vida lhe cobrando lá na frente.

Crie métodos para derrotar o amigo do prazer instantâneo

Eu sempre associei a leitura, para pegar no sono. Alias, acho que a grande maioria das pessoas tem essa visão, pois desde pequeno, vemos filmes de pais lendo para os filhos dormir ou talvez/quem sabe, alguém já leu para você dormir.

Mas o que isso tem a ver com procrastinação? Na verdade, como na leitura eu tinha uma crença que ler dava sono, eu tinha acostumado o meu cérebro a acreditar que indo com o amigo instantâneo iria ser melhor e depois eu daria um jeito.

Na leitura eu mudei esta crença forçando ler mesmo com sono. Eu mandava uma mensagem para o meu cérebro, não é pra dormir. Até que cada vez consegui ler mais e mais páginas antes de dormir.

Já com a procrastinação, eu mandava a seguinte mensagem para o meu cérebro. Preciso fazer isso agora se não depois não posso fazer o que gosto. Eu preciso terminar isso.

Histórias são rescritas uma página de cada vez

Apesar de muitas vezes você entrar neste círculo vicioso e achar que tudo vai ser diferente, realmente a diferença depende do seu esforço. E toda mudança de hábito leva um certo tempo para acostumar o seu cérebro. Os primeiros 30 dias são os mais desafiadores, mas como em uma academia de ginastica, este treino diário começa aparecer depois de um certo tempo e também após seu cérebro acostumar-se com a nova rotina de pensamentos.



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